Qual o calendário de vacinação infantil

O calendário de vacinação infantil é um dos documentos mais importantes que pais e educadores devem acompanhar de perto. Ele estabelece as datas e idades recomendadas para cada imunização, protegendo as crianças contra doenças graves e potencialmente fatais. Para quem trabalha em berçários e centros de educação infantil, conhecer esse cronograma não é apenas uma questão de saúde pública — é também uma exigência legal que garante a segurança de toda a comunidade escolar.

As vacinas seguem um calendário específico definido pelo Ministério da Saúde, que se baseia em evidências científicas sobre a melhor idade para cada imunização. Algumas vacinas precisam ser aplicadas em múltiplas doses, com intervalos determinados, enquanto outras são reforços essenciais nos primeiros anos de vida. Compreender essa sequência ajuda a evitar atrasos e garante que nenhuma proteção importante seja deixada de lado.

Neste artigo, você encontrará o calendário completo, as principais vacinas, seus objetivos e o que esperar em cada etapa do desenvolvimento infantil.

O que é o Calendário de Vacinação Infantil e por que ele é obrigatório no Brasil

O calendário de vacinação infantil é o documento técnico elaborado pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que estabelece quais vacinas cada criança deve receber, em quais idades e com quantas doses. Ele funciona como um roteiro imunológico: cada vacina é aplicada no momento em que o sistema imune da criança está mais apto a produzir anticorpos protetores duradouros, e as doses de reforço garantem que essa proteção se mantenha ao longo dos anos.

No Brasil, a vacinação infantil tem caráter obrigatório por força da Lei nº 6.259/1975 e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Pais ou responsáveis que não comprovam a vacinação atualizada podem enfrentar dificuldades na matrícula escolar, no recebimento de benefícios sociais como o Bolsa Família e até em procedimentos de adoção. Berçários e escolas de educação infantil são, na prática, pontos de verificação natural desse cumprimento: a maioria das instituições exige a apresentação da caderneta de vacinação no ato da matrícula.

Além da obrigatoriedade legal, a lógica por trás do calendário é coletiva: quando a taxa de cobertura vacinal de uma população supera determinados limiares — que variam de 70% a 95% dependendo da doença —, cria-se a chamada imunidade de rebanho, que protege inclusive bebês prematuros, crianças imunossuprimidas e idosos que não podem ser vacinados. Por isso, atrasar ou pular vacinas não é uma decisão que afeta apenas o indivíduo; ela compromete a proteção de toda a comunidade escolar.

Assim como uma boa rotina de higiene pessoal na educação infantil previne infecções cotidianas, o calendário vacinal atua em uma camada mais profunda de proteção, evitando doenças graves que poderiam ser fatais ou deixar sequelas permanentes.

Calendário Nacional de Vacinação Infantil 2025-2026 (PNI/Ministério da Saúde): tabela completa por idade

O calendário do SUS é gratuito e disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do país. As informações abaixo seguem a versão vigente do PNI para 2025-2026, consolidada com as atualizações publicadas pelo Ministério da Saúde. Consulte sempre a caderneta física ou o ConecteSUS para confirmar o esquema individual da criança.

Vacinas ao nascer (0 meses): BCG e Hepatite B

Ainda na maternidade, o recém-nascido recebe duas vacinas essenciais. A BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) protege contra as formas graves da tuberculose, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar — condições com alta mortalidade em lactentes. É aplicada em dose única intradérmica no braço direito. A vacina contra Hepatite B tem sua primeira dose aplicada nas primeiras 12 horas de vida, preferencialmente ainda na sala de parto; quanto mais cedo for administrada, maior a eficácia na prevenção da transmissão vertical (da mãe para o bebê).

Vacinas aos 2 meses: Pentavalente, VIP, Pneumocócica 10, Rotavírus e Meningocócica C

Aos dois meses começa o esquema mais intenso do calendário. A Pentavalente protege contra difteria, tétano, coqueluche, Hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b (Hib). A VIP (vacina inativada contra poliomielite) substitui a VOP oral nessa fase inicial para maior segurança. A Pneumocócica 10-valente previne pneumonias, meningites e otites causadas pelo pneumococo. A vacina oral contra Rotavírus humano (VORH) — que só pode ser administrada até determinada idade — e a Meningocócica C completam esse conjunto robusto de proteção.

Vacinas aos 3 meses: Meningocócica B e Pentavalente (2ª dose)

Aos três meses, a Meningocócica B entra no calendário público — uma adição relativamente recente e muito relevante, pois o sorogrupo B responde por parcela significativa dos casos de meningite bacteriana em lactentes. Nessa consulta também é aplicada a segunda dose da Pentavalente, mantendo a progressão do esquema básico.

Vacinas aos 4 meses: Pentavalente, VIP, Pneumocócica 10, Rotavírus e Meningocócica C (2ª dose)

Aos quatro meses repetem-se as vacinas do esquema dos dois meses: Pentavalente (3ª dose), VIP (2ª dose), Pneumocócica 10 (2ª dose), Rotavírus (2ª dose — última dose possível) e Meningocócica C (2ª dose). É fundamental respeitar o prazo máximo para a 2ª dose do Rotavírus, que não pode ser aplicada após 7 meses e 29 dias de vida.

Vacinas aos 5 meses: Meningocócica B (2ª dose)

Aos cinco meses a única vacina prevista é a 2ª dose da Meningocócica B, completando o esquema primário de proteção contra esse sorogrupo antes do primeiro reforço programado para os 12 meses.

Vacinas aos 6 meses: Pentavalente, VIP, Influenza e Hepatite B

Aos seis meses encerra-se o esquema primário da Pentavalente (3ª dose final do esquema básico) e da VIP (3ª dose). Nessa idade também é aplicada a vacina contra Influenza — crianças que recebem pela primeira vez devem tomar duas doses com intervalo de 30 dias; nos anos seguintes, uma dose anual basta. A Hepatite B completa aqui seu esquema de três doses (a primeira foi ao nascer, a segunda aos 2 meses junto com a Pentavalente).

Vacinas aos 9 meses: Febre Amarela

A vacina contra Febre Amarela é aplicada em dose única aos 9 meses para crianças residentes ou que viajam para áreas com recomendação de vacinação (estados do Norte, Centro-Oeste, parte do Nordeste e do Sudeste). O reforço ocorre aos 4 anos. Para crianças em áreas sem recomendação, a vacina ainda é oferecida gratuitamente no SUS, mas a indicação deve ser avaliada com o pediatra.

Vacinas aos 12 meses: Pneumocócica 10 (reforço), Meningocócica C (reforço), Meningocócica B (reforço) e Tríplice Viral

O primeiro aniversário concentra quatro vacinas importantes. O reforço da Pneumocócica 10 e o reforço da Meningocócica C consolidam a proteção do esquema primário. O reforço da Meningocócica B completa o ciclo iniciado aos 3 meses. A Tríplice Viral (SCR) protege contra sarampo, caxumba e rubéola — doenças que ressurgiram em surtos nos últimos anos justamente por queda na cobertura vacinal.

Vacinas aos 15 meses: DTP (reforço), VOP, Hepatite A e Varicela (VORH)

Aos 15 meses entram vacinas de alto impacto. O reforço da DTP (difteria, tétano e coqueluche) mantém a proteção contra essas três doenças. A VOP (vacina oral contra poliomielite) substitui a VIP nas doses de reforço. A Hepatite A é aplicada em dose única nessa faixa etária no calendário público. A Varicela (VORH) protege contra a catapora e suas complicações, incluindo infecções bacterianas secundárias graves.

Vacinas aos 4 anos: DTP (2º reforço), VOP, Tríplice Viral (2ª dose) e Varicela (2ª dose)

Aos 4 anos o calendário faz uma revisão importante antes da entrada no ensino fundamental. O 2º reforço da DTP e o reforço da VOP reforçam a proteção contra doenças erradicadas ou sob controle. A 2ª dose da Tríplice Viral garante imunidade a quem não soroconverteu na primeira dose — estima-se que 2% a 5% das crianças não respondem adequadamente à primeira aplicação. A 2ª dose da Varicela eleva a eficácia da proteção contra a catapora de cerca de 85% para mais de 98%.

Vacinas aos 9 anos: HPV quadrivalente (meninas e meninos)

A partir dos 9 anos, meninas e meninos recebem a vacina HPV quadrivalente, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do papilomavírus humano — responsáveis pela maioria dos casos de câncer de colo do útero, câncer anal, verrugas genitais e outros cânceres associados ao HPV. No calendário do SUS, o esquema é de duas doses com intervalo de seis meses para crianças imunocompetentes até 14 anos.

Calendário de Vacinação Infantil da SBIm e SBP 2025-2026: o que muda em relação ao SUS

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicam anualmente calendários próprios, voltados principalmente para a rede privada. Esses calendários seguem as mesmas evidências científicas do PNI, mas incluem vacinas ainda não incorporadas ao SUS e, em alguns casos, esquemas de doses ligeiramente diferentes.

Vacinas disponíveis na rede privada que não constam no calendário público

  • Meningocócica ACWY: proteção contra quatro sorogrupos do meningococo, recomendada a partir dos 3 meses em clínicas privadas.
  • Pneumocócica 13-valente (PCV13) ou 15-valente (PCV15): cobrem mais sorotipos do pneumococo do que a PCV10 do SUS.
  • Hexavalente: combina os componentes da Pentavalente com a poliomielite inativada em uma única injeção, reduzindo o número de picadas.
  • Influenza tetravalente: cobre quatro cepas do vírus influenza, enquanto a trivalente do SUS cobre três.
  • Dengue (Qdenga): recomendada pela SBIm para crianças a partir de 4 anos soropositivas para dengue.
  • COVID-19: esquema atualizado conforme orientações vigentes da ANVISA e SBIm.

Principais atualizações do calendário SBP/SBIm para 2025-2026

Para o biênio 2025-2026, as principais novidades incluem a incorporação da vacina contra o VSR (vírus sincicial respiratório) para lactentes de alto risco, a atualização das recomendações de dengue com base nos dados de soroprevalência regional e o reforço das orientações sobre COVID-19 com os imunizantes bivalentes. A SBIm também atualizou as recomendações para prematuros, detalhando esquemas específicos conforme a idade gestacional ao nascimento.

Como funciona o esquema de doses e reforços: entendendo o calendário passo a passo

O calendário vacinal não é arbitrário: cada dose é planejada com base na maturidade imunológica da criança e na cinética de resposta ao antígeno. O esquema primário (primeiras doses) induz a produção inicial de anticorpos e a memória imunológica. As doses de reforço amplificam essa resposta — tecnicamente chamadas de booster — garantindo títulos de anticorpos protetores por mais tempo.

O que acontece se a criança atrasar uma vacina? Como recuperar o esquema vacinal

Atrasos são comuns e têm solução. O Ministério da Saúde disponibiliza o calendário de vacinação para situações especiais, que orienta como recuperar doses em atraso sem precisar recomeçar o esquema do zero. A regra geral é: nunca repetir doses já aplicadas corretamente; basta continuar de onde parou, respeitando os intervalos mínimos. A exceção são as vacinas com janela etária rígida, como o Rotavírus. Em caso de dúvida, o pediatra ou o profissional de saúde da UBS pode consultar o sistema SIPNI para verificar o histórico vacinal da criança.

Intervalo mínimo entre doses: regras importantes para não invalidar a imunização

Doses aplicadas com intervalo menor do que o recomendado podem não ser consideradas válidas pelo sistema de saúde e precisarão ser repetidas. Os intervalos mínimos mais relevantes são:

  • Entre doses do mesmo esquema primário: mínimo de 30 dias (ex.: Pentavalente, VIP, Pneumocócica).
  • Entre esquema primário e reforço: mínimo de 6 meses para DTP e Pneumocócica.
  • Entre vacinas de vírus vivos atenuados diferentes (ex.: Tríplice Viral e Varicela): se não forem aplicadas no mesmo dia, o intervalo mínimo é de 30 dias.
  • Rotavírus: intervalo mínimo de 4 semanas entre as duas doses e limite máximo de idade para a 2ª dose (7 meses e 29 dias).

Onde vacinar: UBS, clínicas privadas e postos de vacinação — como encontrar o mais próximo

Todas as vacinas do calendário do PNI são gratuitas nas Unidades Básicas de Saúde. Para localizar a UBS mais próxima, o caminho mais rápido é acessar o site saude.gov.br e usar o localizador de serviços, ou simplesmente buscar “posto de vacinação perto de mim” no Google Maps. Durante campanhas nacionais — geralmente em agosto (multivacinação) e outubro (influenza) —, shoppings, escolas e outros pontos de alto fluxo também funcionam como postos temporários.

Clínicas privadas oferecem as vacinas do SUS e também as vacinas exclusivas da rede privada. O custo varia bastante por imunobiológico; alguns planos de saúde cobrem parte das vacinas não contempladas pelo SUS, então vale verificar a cobertura antes de pagar do próprio bolso.

Como consultar e atualizar a caderneta de vacinação digital pelo ConecteSUS

O aplicativo ConecteSUS, disponível gratuitamente para Android e iOS, centraliza o histórico vacinal de toda a família. Após login com conta gov.br, é possível visualizar todas as vacinas registradas no SIPNI, gerar um QR Code para apresentação em escolas e berçários e receber alertas de doses em atraso. Para que o registro apareça corretamente, é necessário que o profissional de saúde faça o lançamento no SIPNI no momento da vacinação — caso alguma dose não apareça, leve a caderneta física à UBS para regularização.

Vacinas do calendário infantil por doença que previnem: guia rápido para pais

Entender o que cada vacina previne ajuda pais e educadores a compreenderem a importância de cada dose. Assim como uma alimentação saudável na educação infantil contribui para o desenvolvimento integral da criança, a imunização completa é um dos pilares da saúde preventiva nos primeiros anos de vida.

Tabela resumida: vacina × doença prevenida × faixa etária × número de doses

  • BCG → Tuberculose grave → Ao nascer → 1 dose
  • Hepatite B → Hepatite B → Nascer, 2 e 6 meses → 3 doses
  • Pentavalente → Difteria, tétano, coqueluche, Hep. B, Hib → 2, 4, 6 meses + reforços → 3 doses + 2 reforços (DTP)
  • VIP/VOP → Poliomielite → 2, 4, 6 meses + reforços → 3 doses + 2 reforços
  • Pneumocócica 10 → Pneumonia, meningite, otite por pneumococo → 2, 4 meses + reforço aos 12 meses → 3 doses
  • Rotavírus → Gastroenterite grave por rotavírus → 2 e 4 meses → 2 doses
  • Meningocócica C → Meningite meningocócica C → 2, 4 meses + reforço aos 12 meses → 3 doses
  • Meningocócica B → Meningite meningocócica B → 3, 5 meses + reforço aos 12 meses → 3 doses
  • Influenza → Gripe → A partir dos 6 meses → Anual
  • Febre Amarela → Febre amarela → 9 meses + reforço aos 4 anos → 2 doses
  • Tríplice Viral → Sarampo, caxumba, rubéola → 12 meses e 4 anos → 2 doses
  • Hepatite A → Hepatite A → 15 meses → 1 dose
  • Varicela → Catapora → 15 meses e 4 anos → 2 doses
  • HPV quadrivalente → HPV (câncer e verrugas genitais) → 9 anos → 2 doses

Calendário de vacinação infantil para crianças com condições especiais de saúde (imunossuprimidos, prematuros)

Crianças com condições especiais de saúde frequentemente precisam de esquemas vacinais adaptados, supervisionados pelo pediatra ou imunologista. Os dois grupos que merecem atenção redobrada são os prematuros e os imunossuprimidos.

Prematuros (nascidos antes de 37 semanas) devem iniciar o calendário com base na idade cronológica — ou seja, a partir da data de nascimento real, não da data prevista. A BCG, porém, só é aplicada quando o bebê atinge 2 kg. O esquema completo segue normalmente a partir daí, e esses bebês têm indicação ampliada para algumas vacinas exclusivas da rede privada, como a Palivizumabe (anticorpo monoclonal contra VSR), que não é tecnicamente uma vacina, mas é recomendada para prematuros extremos durante a sazonalidade do vírus.

Crianças imunossuprimidas — por doenças como leucemia, HIV, uso de corticoides em altas doses ou imunossupressores pós-transplante — não podem receber vacinas de vírus vivos atenuados (Tríplice Viral, Varicela, VOP, Febre Amarela, Rotavírus) durante o período de imunossupressão ativa. Nesses casos, o calendário é adaptado com vacinas inativadas e, em alguns casos, com doses extras de vacinas específicas para compensar a resposta imune reduzida. O SUS disponibiliza esses esquemas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), presentes em todos os estados.

Além da vacinação, a saúde integral da criança depende de múltiplos fatores que se complementam — entre eles, uma alimentação completa e nutritiva e a prática regular de atividade física, que fortalecem o sistema imune e potencializam os efeitos da imunização.

Perguntas Frequentes sobre o Calendário de Vacinação Infantil

A escola ou berçário pode recusar a matrícula de criança não vacinada?
Tecnicamente, a recusa de matrícula exclusivamente por falta de vacinação é tema de debate jurídico, mas muitas instituições exigem a caderneta atualizada como condição para a matrícula, amparadas em normas sanitárias municipais e estaduais. Verifique a legislação do seu município.

Meu filho pode tomar mais de uma vacina no mesmo dia?
Sim. O calendário do PNI é planejado justamente para que múltiplas vacinas sejam aplicadas na mesma consulta, o que é seguro e eficaz. Isso reduz o número de visitas ao serviço de saúde e mantém a criança protegida o mais cedo possível.

Febre após a vacinação é normal?
Febre baixa a moderada nas primeiras 24 a 48 horas após a vacinação é uma reação esperada e indica que o sistema imune está respondendo ao imunizante. Febre alta (acima de 39,5°C), convulsão ou reações alérgicas imediatas (dificuldade respiratória, urticária generalizada) exigem avaliação médica urgente.

Vacinas do SUS e de clínicas privadas podem ser misturadas no mesmo esquema?
Sim, desde que os imunobiológicos sejam equivalentes. Por exemplo, se a criança tomou a 1ª dose da Pentavalente no SUS e a família migrou para a rede privada, pode continuar o esquema com a Hexavalente (que inclui os mesmos componentes mais a VIP). O pediatra deve orientar sobre equivalência entre produtos.

O que é o CRIE e quando meu filho precisa ir lá?
O Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) é uma unidade do SUS que oferece vacinas especiais para grupos de risco: imunossuprimidos, portadores de doenças crônicas, prematuros extremos e outros. O encaminhamento é feito pelo pediatra ou pela UBS mediante justificativa clínica.

A caderneta de vacinação em papel ainda é obrigatória?
A caderneta física continua sendo o documento oficial de vacinação no Brasil. A caderneta digital no ConecteSUS é um complemento válido e aceito por muitas escolas, mas recomenda-se manter a caderneta física atualizada como documento primário, especialmente para viagens internacionais e procedimentos médicos.

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