As atividades de “quem sou eu” na educação infantil são ferramentas poderosas para que as crianças desenvolvam autoconhecimento, identidade e confiança nos primeiros anos de vida. Essas práticas pedagógicas permitem que os pequenos explorem suas características, emoções, preferências e valores de forma lúdica e natural, contribuindo para a formação de uma autoimagem positiva e segura. No Colégio Itatiaia, entendemos que conhecer a si mesmo é o primeiro passo para que a criança se desenvolva plenamente nos aspectos cognitivo, emocional e social.
Essas atividades vão muito além de simples brincadeiras: elas estimulam a expressão pessoal, fortalecem a autonomia e promovem o respeito pela individualidade de cada aluno. Quando as crianças participam de dinâmicas que as ajudam a se reconhecer, desenvolvem maior segurança em suas decisões, aprendem a valorizar suas qualidades e lidam melhor com as diferenças dos colegas. Tudo isso acontece em um ambiente acolhedor, onde a criança se sente segura para explorar sua própria identidade.
Com mais de 40 anos de experiência em educação infantil, o Colégio Itatiaia integra essas atividades significativas em sua proposta pedagógica humanizada, criando espaços e momentos especiais para que cada criança descubra quem realmente é.
O que é a atividade ‘Quem Sou Eu?’ na Educação Infantil e por que ela é essencial
A atividade ‘Quem Sou Eu?’ figura entre as propostas pedagógicas mais ricas que uma professora de Educação Infantil pode desenvolver com sua turma. Trata-se de um conjunto de experiências — individuais e coletivas — que convida cada criança a se observar, se reconhecer e se expressar, construindo gradualmente a percepção de si mesma como um ser único, com nome, corpo, história, família e emoções próprias. Longe de ser uma simples “ficha de apresentação”, esse projeto representa uma jornada de autoconhecimento estruturada especialmente para a primeira infância.
Na prática, essas vivências envolvem espelhos, autorretratos, silhuetas corporais, fotos da família, músicas, histórias, rodas de conversa e registros gráficos. Cada recurso funciona como mediador entre a criança e a descoberta de sua própria identidade. Quando uma criança de 3 anos desenha seu rosto pela primeira vez ou reconhece a marca de sua mão estampada em papel, ela não está apenas fazendo arte: está construindo a base do seu desenvolvimento socioemocional, cognitivo e linguístico.
A relevância desse trabalho vai além do aspecto emocional. Do ponto de vista neurológico, a fase entre 1 e 6 anos corresponde ao período de maior plasticidade cerebral da vida humana. Estimular a criança a nomear partes do corpo, identificar preferências, reconhecer emoções e compreender seu lugar em uma família e em uma comunidade fortalece conexões neurais fundamentais para a aprendizagem futura. Por isso, escolas com proposta pedagógica sólida, como o Colégio Itatiaia, incorporam o projeto ‘Quem Sou Eu?’ como parte estrutural do currículo da Educação Infantil, e não como iniciativa pontual.
Outro aspecto central é o caráter inclusivo da proposta. Ao colocar cada criança no centro da experiência de aprendizagem, o professor reconhece e valoriza as diferenças — de aparência, de configuração familiar, de cultura, de capacidade. Isso cria um ambiente de pertencimento e respeito mútuo desde os primeiros anos escolares, base para uma convivência saudável e para o desenvolvimento de habilidades sociais fundamentais.
Objetivos pedagógicos das atividades ‘Quem Sou Eu?’ alinhados à BNCC
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) posiciona a Educação Infantil como etapa indispensável para o desenvolvimento integral da criança, organizando as aprendizagens em torno de cinco campos de experiência. O projeto ‘Quem Sou Eu?’ dialoga diretamente com essa estrutura, oferecendo ao professor uma rota pedagógica clara, intencional e documentável. Compreender os objetivos do projeto à luz da BNCC é o que diferencia uma atividade bem planejada de uma simples ocupação do tempo em sala.
Desenvolvimento da identidade e autonomia na primeira infância
A construção da identidade é um processo contínuo que começa antes mesmo do nascimento — na expectativa da família — e se intensifica nos primeiros anos de vida, quando a criança passa a perceber que é um ser separado do outro. Na faixa etária da Educação Infantil, esse processo se manifesta em comportamentos concretos: a criança que insiste em fazer as coisas sozinha, que reivindica seu nome, que reconhece o próprio reflexo no espelho e que começa a usar “eu” para se referir a si mesma.
O projeto apoia esse desenvolvimento ao criar situações intencionais de autopercepção. Quando a criança nomeia suas características físicas, fala sobre sua família, desenha a si mesma ou registra suas preferências, ela exercita a consciência de si — fundamento da autonomia. A autonomia infantil não surge espontaneamente: ela é cultivada em ambientes que respeitam o ritmo de cada criança e oferecem oportunidades reais de escolha e expressão.
Além disso, ao reconhecer e nomear emoções durante as atividades — “estou feliz porque gosto de brincar com meu cachorro”, “fico triste quando sinto saudade da vovó” —, a criança dá os primeiros passos rumo à inteligência emocional. Esse trabalho, quando bem mediado pelo professor, contribui diretamente para o desenvolvimento socioemocional e para a formação de crianças mais seguras, empáticas e resilientes.
Campos de experiência da BNCC contemplados pelo projeto
A BNCC organiza as experiências de aprendizagem na Educação Infantil em cinco campos, e o projeto ‘Quem Sou Eu?’ contempla ao menos quatro deles de forma direta e intencional:
- O eu, o outro e o nós: campo central da proposta. A criança se reconhece como indivíduo, percebe semelhanças e diferenças em relação aos colegas e compreende que pertence a uma família e a um grupo social. Os objetivos de aprendizagem EI02EO01 a EI03EO06 são amplamente contemplados.
- Corpo, gestos e movimentos: as atividades de silhueta, reconhecimento de partes do corpo, carimbos de mãos e pés e uso do espelho exploram a percepção corporal, a coordenação motora e a expressividade física. A BNCC destaca que o corpo é o primeiro território de aprendizagem da criança.
- Traços, sons, cores e formas: o autorretrato, o desenho da família, a pintura com as mãos e a construção de painéis identitários mobilizam as linguagens artísticas como forma legítima de expressão e registro da identidade.
- Escuta, fala, pensamento e imaginação: rodas de conversa sobre preferências, histórias de vida, nomes e características pessoais ampliam o vocabulário, a narrativa oral e a capacidade de escuta ativa — habilidades essenciais para a alfabetização futura.
- Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações: ao comparar fotos antigas e recentes, a criança percebe a passagem do tempo e as transformações do próprio corpo, introduzindo noções temporais de forma concreta e significativa.
Essa abrangência curricular faz do projeto ‘Quem Sou Eu?’ uma das propostas mais completas para a Educação Infantil, justificando seu planejamento cuidadoso e sua aplicação em diferentes momentos do ano letivo.
15 atividades ‘Quem Sou Eu?’ prontas para aplicar na Educação Infantil
A seguir, apresentamos 15 atividades organizadas por faixa etária e por tipo de recurso. Cada proposta foi pensada para contextos reais de sala de aula, com materiais acessíveis e intencionalidade pedagógica clara. O professor pode selecionar as mais adequadas ao perfil da turma, ao tempo disponível e aos objetivos do planejamento semanal.
Atividades para Maternal 1 e 2 (1 a 3 anos): foco em reconhecimento corporal
Nessa faixa etária, a criança ainda está construindo a noção de esquema corporal e a diferenciação entre si mesma e o outro. As propostas devem ser sensoriais, curtas, repetitivas e altamente lúdicas. A mediação do adulto é fundamental em todas elas.
- Espelho livre: disponibilize espelhos seguros (acrílico ou com moldura de borracha) em diferentes alturas da sala. Observe e registre as reações das crianças ao se verem: sorrisos, toque no rosto, reconhecimento do próprio nome quando chamado diante do espelho. Simples na execução, essa proposta é poderosa para o desenvolvimento da consciência de si.
- Carimbo de mãos e pés com tinta: use tinta guache atóxica para imprimir as mãos e os pés de cada criança em papel sulfite ou cartolina. Escreva o nome ao lado. Além do valor afetivo, a atividade trabalha sensação tátil, coordenação e percepção corporal.
- Caixinha sensorial do rosto: prepare uma caixa com peças que representem partes do rosto (olhos, nariz, boca em feltro ou EVA) e incentive as crianças a montar um rosto sobre uma base. A proposta trabalha nomeação das partes do rosto, coordenação motora fina e noção de conjunto.
- Música e espelho: cante canções que nomeiem partes do corpo (“Cabeça, ombro, joelho e pé”) enquanto as crianças se observam no espelho e tocam as partes mencionadas. A repetição musical facilita a memorização e torna o momento prazeroso.
- Foto minha no mural: cole a foto de cada criança em um painel da turma com o nome abaixo. Durante a chamada diária, aponte para as imagens e chame cada um pelo nome. Essa dinâmica trabalha reconhecimento facial, pertencimento ao grupo e familiarização com a escrita do próprio nome.
Atividades para Pré-escola (4 e 5 anos): foco em identidade, família e emoções
Crianças de 4 e 5 anos já apresentam linguagem oral mais desenvolvida, maior capacidade de representação simbólica e interesse crescente pelas próprias histórias e pelas histórias dos colegas. As propostas podem ser mais elaboradas, envolvendo registro gráfico, narrativa oral e reflexão sobre emoções.
- Livro ‘Eu sou assim’: cada criança recebe um pequeno livro artesanal (folhas A4 dobradas e grampeadas) com páginas para registrar: nome, idade, cor favorita, comida preferida, o que gosta de fazer, quem mora com ela e um autorretrato. O professor media a produção ao longo de uma semana, com uma página por dia.
- Roda das emoções: apresente um painel com as emoções básicas (alegria, tristeza, raiva, medo, surpresa, nojo) representadas por rostos expressivos. Proponha uma roda de conversa diária: “Como você está se sentindo hoje? Por quê?” As crianças apontam ou desenham a emoção do momento. Essa dinâmica fortalece o desenvolvimento da inteligência emocional desde cedo.
- Desenho da minha família: peça que cada criança represente sua família e depois conte sobre o desenho para a turma. O professor registra a fala por escrito abaixo da ilustração. A proposta respeita diferentes configurações familiares e trabalha narrativa oral, pertencimento e diversidade.
- Linha do tempo ‘Eu cresci’: solicite às famílias fotos da criança em diferentes idades (bebê, 1 ano, 2 anos, hoje). Monte com ela uma linha do tempo visual, conversando sobre as mudanças percebidas. Trabalha noção de tempo, identidade e vínculo familiar.
- Painel coletivo ‘Nossa turma’: cada criança contribui com um autorretrato (desenho ou colagem com foto) para um grande painel coletivo. Ao lado de cada retrato, o professor registra uma característica especial indicada pela própria criança. O painel permanece exposto na sala durante todo o projeto.
Atividades com espelho, silhueta e autorretrato
Esses três recursos formam o tripé clássico das atividades de identidade na Educação Infantil. Cada um oferece uma perspectiva diferente sobre o próprio corpo e a própria imagem.
- Autorretrato progressivo: ofereça espelho, lápis de cor, giz de cera ou tinta e peça que a criança se desenhe observando o próprio reflexo. Repita a proposta no início, no meio e no fim do projeto para acompanhar a evolução da representação gráfica. A comparação entre os três registros é uma ferramenta avaliativa poderosa e visualmente impactante para as famílias.
- Silhueta do corpo inteiro: deite a criança sobre papel kraft ou papel de embrulho e contorne seu corpo com giz ou caneta. Em seguida, ela pinta, decora e identifica as partes do corpo na silhueta. A proposta pode ser enriquecida com colagem de materiais (lã para o cabelo, botões para os olhos, tecido para a roupa).
- Espelho das emoções: proponha que a criança se observe no espelho enquanto faz diferentes expressões faciais (feliz, triste, surpreso, com raiva). Depois, ela reproduz as expressões no papel. Essa proposta une percepção corporal, expressão emocional e linguagem artística.
Fichas e folhas de registro ‘Quem Sou Eu?’ para imprimir
As fichas de registro são instrumentos pedagógicos que permitem documentar o desenvolvimento de cada criança e, ao mesmo tempo, oferecem às famílias um registro afetivo e duradouro do projeto. Para serem funcionais, devem ser adaptadas à faixa etária: no Maternal, predominam imagens e espaços para desenho; na Pré-escola, podem incluir campos para escrita do nome, traçado de letras e respostas curtas mediadas pelo professor.
Uma ficha completa para Pré-escola pode conter os seguintes campos:
- Meu nome é: (espaço para escrever ou colar o nome)
- Tenho ___ anos
- Meu cabelo é: (opções para circular ou colar imagem)
- Meus olhos são da cor: (espaço para colorir)
- Eu gosto de: (espaço para desenhar)
- Minha família tem: (espaço para desenhar)
- Quando fico feliz, eu: (espaço para desenhar ou falar para o professor escrever)
- Meu autorretrato: (espaço grande para desenho)
O professor pode criar fichas digitais simples no Canva ou Google Slides, imprimir em A4 e encadernar ao final do projeto como um “livro de identidade” de cada criança — um registro pedagógico de enorme valor afetivo.
Atividades com partes do corpo: cabeça, mãos e pés
O reconhecimento e a nomeação das partes do corpo são objetivos centrais da Educação Infantil, especialmente nos primeiros anos. As propostas a seguir tornam esse aprendizado concreto, sensorial e prazeroso:
- Mapa do meu corpo: forneça uma silhueta humana impressa ou desenhada e peça que a criança identifique e nomeie (ou cole etiquetas com o professor) as principais partes do corpo: cabeça, pescoço, ombros, braços, mãos, barriga, pernas e pés.
- Livro das minhas mãos: cada criança carimba suas mãos em uma folha e decora ao redor. O professor escreve o nome da criança e uma frase ditada por ela: “Com minhas mãos eu gosto de…”
- Comparando tamanhos: compare o tamanho das mãos e dos pés das crianças com os do professor. Faça a medição com régua ou fita e registre os resultados. Além do reconhecimento corporal, a proposta introduz noções matemáticas de medida e comparação.
- Fantoche de meia com o meu rosto: cada criança decora uma meia velha com os traços do próprio rosto (olhos, nariz, boca em feltro ou EVA). O fantoche pode ser usado em rodas de apresentação: “Olá, eu sou o [nome] e eu gosto de…”
Atividades com fotos da criança e da família
As fotografias são recursos afetivos de grande potência na Educação Infantil. Elas trazem a vida real da criança para dentro da escola, validando sua história e sua família como parte legítima do currículo. Além disso, trabalhar com imagens desenvolve memória, narrativa oral e senso de pertencimento.
- Álbum da minha vida: solicite às famílias registros fotográficos da criança em diferentes momentos (nascimento, primeiros passos, aniversários, viagens, brincadeiras). Monte um mini-álbum individual que ela possa folhear e usar para contar suas histórias aos colegas.
- Varal de famílias: cada família envia uma foto coletiva. As imagens são expostas em um varal na sala. A diversidade de configurações familiares — famílias grandes, pequenas, com avós, com animais de estimação — é celebrada como riqueza.
- Quem é quem na minha família?: a criança recebe sua foto da família e, com mediação do professor, identifica e nomeia cada membro, contando uma história sobre cada um. O professor registra as falas por escrito. Essa é uma das propostas mais ricas para o desenvolvimento da linguagem oral e da identidade familiar.
Como montar o Projeto ‘Quem Sou Eu?’ completo na escola passo a passo
Transformar atividades isoladas em um projeto pedagógico coeso exige planejamento, intencionalidade e organização. Uma estrutura bem definida garante progressão nas aprendizagens, coerência entre as etapas e possibilidade real de acompanhar o desenvolvimento de cada criança. A seguir, um roteiro prático para montar o projeto ‘Quem Sou Eu?’ do início ao fim.
Planejamento semanal: sequência didática sugerida
O projeto pode ser desenvolvido ao longo de 3 a 4 semanas, com 2 a 3 propostas por semana. A sequência abaixo é uma sugestão adaptável ao contexto de cada turma:
- Semana 1 — Eu e meu corpo: espelho, carimbo de mãos e pés, silhueta corporal, nomeação das partes do corpo. Roda de conversa: “O que você vê quando se olha no espelho?”
- Semana 2 — Meu nome e quem eu sou: escrita e decoração do nome, ficha ‘Quem Sou Eu?’, autorretrato, livro ‘Eu sou assim’. Roda de conversa: “O que você gosta de fazer? O que te faz feliz?”
- Semana 3 — Minha família e minha história: atividades com fotos, desenho da família, álbum da minha vida, linha do tempo. Roda de conversa: “Quem mora com você? O que sua família gosta de fazer junto?”
- Semana 4 — Minhas emoções e o que me torna único: roda das emoções, espelho das expressões, painel coletivo ‘Nossa turma’, socialização dos livros individuais. Roda de conversa: “O que te torna especial? O que você quer ser quando crescer?”
Cada semana pode ser encerrada com uma roda de avaliação coletiva, em que as crianças compartilham o que aprenderam e o que mais gostaram. Esse momento de metacognição, mesmo que informal, é fundamental para consolidar as aprendizagens.
Materiais necessários e como organizar o ambiente da sala
A organização do espaço escolar como ambiente de aprendizagem é parte integrante do projeto. A sala deve comunicar visualmente o tema e oferecer materiais acessíveis para exploração autônoma.
Materiais essenciais para o projeto:
- Espelhos de acrílico ou com moldura segura (tamanhos variados)
- Papel kraft ou papel de embrulho para silhuetas
- Tinta guache atóxica em tons de pele variados (importante para representatividade)
- Lápis de cor, giz de cera, canetinhas e pincéis
- Cartolinas, papel sulfite e papel colorido
- Fotos das crianças (solicitadas às famílias com antecedência)
- Materiais de colagem: lã, tecido, EVA, botões, revistas
- Fichas de registro impressas (personalizadas pelo professor)
- Câmera fotográfica ou celular para documentação pedagógica
Quanto à organização do ambiente: crie um cantinho do espelho com peças em diferentes alturas; monte um mural de identidade que vai sendo construído ao longo das semanas; disponibilize uma mesa de exploração com materiais de colagem e desenho acessíveis às crianças; exponha as produções de cada etapa progressivamente, para que todos acompanhem o projeto tomando forma.
Como registrar e avaliar o desenvolvimento das crianças durante o projeto
A avaliação na Educação Infantil é, por definição, processual, qualitativa e baseada na observação. O projeto ‘Quem Sou Eu?’ oferece múltiplas oportunidades de registro que, reunidas, compõem um retrato completo do percurso de cada criança.
Instrumentos de registro recomendados:
- Portfólio individual: pasta ou caderno onde são arquivadas as produções da criança ao longo do projeto — fichas, desenhos, autorretratos, fotos das atividades. Trata-se do instrumento avaliativo mais completo e significativo da Educação Infantil.
- Diário de bordo do professor: anotações das observações feitas durante as propostas — o que cada criança disse, como reagiu, o que demonstrou compreender ou ainda não dominar. Esses registros alimentam o planejamento das semanas seguintes.
- Fotografias e vídeos: documentação visual das atividades, especialmente das rodas de conversa e das produções coletivas. Além de instrumento avaliativo, são recursos valiosos para a comunicação com as famílias.
- Comparação de autorretratos: os três registros produzidos no início, no meio e no fim do projeto revelam a evolução da representação gráfica da criança, indicador relevante do desenvolvimento cognitivo e motor.
Como envolver as famílias nas atividades ‘Quem Sou Eu?’
O projeto ‘Quem Sou Eu?’ é, por natureza, uma proposta que ultrapassa os muros da escola. A identidade da criança se constrói principalmente no ambiente familiar, e desconsiderar essa dimensão empobreceria profundamente o trabalho pedagógico. Envolver as famílias não é apenas desejável — é indispensável para que o projeto alcance toda a sua potência.
Atividades para casa: sugestões de tarefas para fazer com os pais
As tarefas para casa no contexto da Educação Infantil devem ser leves, prazerosas e centradas na interação entre pais e filhos — não na execução técnica. O objetivo é criar momentos de conversa, afeto e descoberta compartilhada.
- Entrevista com os pais: envie uma folha com perguntas simples para os pais responderem junto com a criança: “Quando você nasceu?”, “Qual foi seu primeiro brinquedo?”, “O que você gostava de fazer quando tinha a minha idade?” A criança traz as respostas para compartilhar na roda de conversa.
- Caça às fotos: peça que a família separe 3 registros fotográficos da criança em diferentes momentos da vida. Ela os traz para a escola e conta a história de cada imagem para os colegas.
- Receita da minha família: cada família envia a receita de um prato com significado afetivo para eles. O professor compila as receitas em um “livro de receitas da turma”, que pode ser reproduzido e enviado a todas as famílias.
- Árvore genealógica simples: para crianças de 5 anos, envie um modelo de árvore genealógica com espaços para colar fotos ou desenhar os membros da família. Os pais ajudam a preencher, e a criança apresenta sua árvore na escola.
- Caixa de tesouros: peça que a criança traga de casa um objeto com significado especial para ela (um brinquedo, uma foto, um presente de alguém querido). Na roda de conversa, cada uma apresenta seu tesouro e conta a história por trás dele.
Modelos de bilhete e comunicado para as famílias sobre o projeto
Uma comunicação clara com as famílias é o que garante a adesão e o entusiasmo delas ao longo do projeto. O bilhete inicial deve apresentar a proposta de forma acolhedora, explicar os objetivos pedagógicos em linguagem acessível e indicar como cada família pode participar.
Modelo de comunicado inicial:
“Queridas famílias, neste mês iniciaremos o Projeto ‘Quem Sou Eu?’, uma jornada de autoconhecimento e descoberta para as crianças. Ao longo das próximas semanas, seu filho(a) irá explorar sua identidade, seu corpo, suas emoções e sua história de vida por meio de propostas lúdicas, rodas de conversa, desenhos e muito mais. Para que o projeto seja ainda mais especial, precisamos da sua ajuda! Nos próximos dias, enviaremos algumas atividades para fazer juntos em casa. Fique atento(a) às comunicações e, se tiver fotos antigas do(a) [nome da criança] que queira compartilhar, por favor envie até [data]. Estamos ansiosos para essa descoberta juntos!”
Modelo de bilhete para solicitação de fotos:
“Olá, família! Esta semana trabalharemos com registros fotográficos da criança em diferentes momentos da vida. Por favor, envie até [data] de 2 a 3 fotos do(a) [nome] (pode ser pelo WhatsApp da turma ou impressa). As imagens serão utilizadas com cuidado e devolvidas ao final do projeto. Obrigado pela parceria!”
Livros infantis e recursos de apoio para o projeto ‘Quem Sou Eu?’
A literatura infantil e os recursos audiovisuais são aliados poderosos para introduzir, aprofundar e encerrar cada etapa do projeto ‘Quem Sou Eu?’. Um bom livro lido em voz alta pelo professor cria um contexto emocional rico para as propostas que virão a seguir, além de ampliar o vocabulário, o imaginário e o amor pela leitura.
Histórias e músicas que trabalham identidade na Educação Infantil
Livros recomendados para o projeto:
- “Eu sou especial” — Max Lucado: história sobre um personagem de madeira que aprende que









