Como fazer um formigueiro educação infantil

Criar um formigueiro educação infantil é uma atividade prática que desperta a curiosidade das crianças sobre a natureza e o comportamento dos insetos. Esse tipo de projeto combina aprendizagem lúdica com desenvolvimento científico, permitindo que os pequenos observem de perto como as formigas trabalham em comunidade, constroem túneis e se organizam socialmente. É uma experiência sensorial e educativa que estimula o pensamento crítico e a conexão com o meio ambiente desde os primeiros anos de vida.

No Colégio Itatiaia, atividades como essa fazem parte da nossa proposta pedagógica humanizada, onde o aprendizado acontece através de experiências práticas e brincadeiras educativas. Sabemos que observar a natureza em tempo real é muito mais impactante do que apenas estudar em livros, por isso incentivamos projetos que permitem às crianças explorar, questionar e descobrir o mundo ao seu redor de forma segura e orientada.

Neste guia, você encontrará passo a passo como montar um formigueiro simples em casa ou na sala de aula, quais materiais usar, como cuidar das formigas e, principalmente, como potencializar essa atividade para o desenvolvimento integral das crianças, unindo diversão, conhecimento científico e autonomia.

O que é um formigueiro educativo e por que fazer com crianças

Um formigueiro educativo é uma reprodução simplificada — real ou simulada — da estrutura subterrânea habitada por formigas, construída com fins pedagógicos. Diferente do que se encontra no quintal, essa versão é planejada para que as crianças possam observar, tocar (quando seguro), questionar e aprender sobre o mundo natural de forma concreta e significativa. O recurso pode ser montado com materiais acessíveis, como garrafas PET, potes de vidro, argila ou terra coletada no próprio ambiente escolar, tornando a proposta viável para qualquer realidade.

Na educação infantil, a aprendizagem acontece principalmente pelo contato direto com o mundo. Quando uma criança observa formigas carregando folhas, percorrendo túneis e trabalhando em conjunto, ela não está apenas vendo insetos — está desenvolvendo capacidades cognitivas fundamentais: observação, comparação, formulação de hipóteses e registro. Essas são as bases do pensamento científico, apresentadas de forma lúdica e adequada à faixa etária.

O projeto também funciona como um poderoso disparador de aprendizagens socioemocionais. A cooperação dentro da colônia serve como metáfora natural para o trabalho em grupo, o respeito às diferentes funções e a importância de cada indivíduo dentro de uma comunidade. Explorar esse tema em sala contribui diretamente para o desenvolvimento de habilidades sociais com crianças, estimulando empatia, colaboração e comunicação desde os primeiros anos de vida.

Do ponto de vista curricular, a atividade se conecta a múltiplos campos de experiência da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a educação infantil, especialmente ao campo Espaços, Tempos, Quantidades, Relações e Transformações, que prevê o contato das crianças com fenômenos naturais, seres vivos e mudanças no ambiente. Trata-se, portanto, de uma proposta que une prazer, curiosidade e intencionalidade pedagógica de maneira exemplar.

Materiais necessários para fazer um formigueiro na educação infantil

A escolha dos materiais depende da faixa etária da turma, do objetivo pedagógico e dos recursos disponíveis na escola ou em casa. Existem três abordagens principais, cada uma com vantagens e indicações específicas. Em todas elas, o mais importante é garantir que a montagem seja participativa — as crianças devem manusear, escolher e contribuir ativamente em cada etapa.

Opção 1: formigueiro com garrafa PET transparente

Esta é a versão mais popular nas escolas por reunir baixo custo, transparência (que permite acompanhar os túneis) e facilidade de execução. Os materiais necessários são:

  • 1 garrafa PET grande (2 litros) ou 2 garrafas de tamanhos diferentes para encaixe
  • Terra escura, preferencialmente coletada em jardim ou área verde
  • Areia fina para misturar com a terra (proporção de 70% terra e 30% areia)
  • Palitos de churrasco ou espetos de bambu para abrir os túneis iniciais
  • Fita adesiva escura ou papel preto para cobrir as laterais (incentiva as formigas a cavarem próximas ao plástico)
  • Tela fina ou voal para vedar a abertura superior sem bloquear a ventilação
  • Elástico ou barbante para fixar a tela

Quando se opta por formigas reais, a garrafa PET tem a vantagem de ser leve e segura para o manuseio pelas crianças. A transparência do plástico permite acompanhar a escavação dos túneis ao longo do tempo, transformando o formigueiro em um objeto de observação contínua por dias ou semanas.

Opção 2: formigueiro com argila ou massa de modelar

Esta alternativa é ideal para turmas de 2 a 4 anos, quando o objetivo principal é a representação artística e a exploração sensorial, sem necessidade de formigas reais. Os materiais incluem:

  • Argila natural ou massa de modelar em tons terrosos (marrom, bege, laranja)
  • Palitos, canudos e lápis para esculpir túneis e câmaras
  • Bandeja ou base de papelão para sustentar a estrutura
  • Tinta guache para pintar detalhes após a secagem
  • Miniaturas de formigas (brinquedos, recortes ou peças feitas com a própria argila)

Nessa abordagem, as crianças modelam o formigueiro como uma escultura tridimensional, criando câmaras para ovos, depósitos de alimento e saídas de ventilação. A atividade desenvolve a coordenação motora fina, a criatividade e a capacidade de representar estruturas complexas com as próprias mãos. Recursos pedagógicos concretos como esse potencializam o aprendizado ativo e a construção de conhecimento pela experiência direta.

Opção 3: formigueiro caseiro com terra e pote de vidro

O pote de vidro é uma alternativa clássica e bastante eficiente para fins de observação. Sua transparência em 360 graus permite que as crianças acompanhem os túneis de todos os ângulos, ampliando o engajamento e a curiosidade. Os materiais são:

  • Pote de vidro grande com tampa (tipo conserva ou aquário pequeno)
  • Terra úmida e compactável
  • Areia grossa para misturar
  • Folhas secas, gravetos pequenos e sementes para enriquecer o ambiente interno
  • Tampa com furos pequenos para ventilação
  • Papel escuro para envolver o pote nos períodos sem observação

A principal vantagem do vidro é a durabilidade e a estabilidade da estrutura. O recipiente pode permanecer na sala de aula por semanas como ponto fixo de investigação, sendo consultado durante rodas de conversa, registros em desenho e atividades de ciências. A tampa perfurada garante a circulação de ar sem permitir a fuga das formigas, caso a escolha seja por exemplares reais.

Passo a passo completo: como montar o formigueiro com as crianças

A montagem deve ser um processo coletivo, conduzido pelo professor como mediador — não como executor. Cada etapa oferece oportunidades de diálogo, questionamento e participação ativa. Reserve ao menos duas sessões de 40 a 60 minutos para concluir a atividade com calma e profundidade.

Passo 1 – Preparar o recipiente e os materiais

Antes de iniciar com as crianças, lave e seque o recipiente escolhido (garrafa PET, pote de vidro ou bandeja para argila). Em sala, disponha todos os materiais sobre uma mesa central e convide as crianças a explorá-los com os sentidos: tocar a terra, cheirar a argila, observar a transparência do vidro. Essa etapa sensorial já faz parte da aprendizagem.

Faça perguntas abertas nesse momento: “O que vocês acham que vamos construir hoje?”, “Onde as formigas moram?”, “Já viram um buraco de formiga no chão?”. Registre as hipóteses das crianças em um cartaz coletivo — elas serão retomadas ao final do projeto para comparar com o que foi descoberto. Esse movimento de ativar conhecimentos prévios é central na pedagogia de projetos.

Passo 2 – Coletar ou simular as formigas e a terra

Se a escolha for por formigas reais, organize uma saída supervisionada ao pátio ou jardim da escola para coletar terra próxima a um formigueiro natural. Use colheres de plástico ou pazinhas pequenas para que as crianças participem da coleta. Recolha apenas terra e algumas operárias — nunca a rainha, pois isso compromete a colônia de origem.

Se a opção for pela versão simulada, prepare miniaturas de formigas com antecedência (recortadas de EVA, impressas em papel ou moldadas em massa de modelar) e misture a terra com areia na proporção adequada. Envolva as crianças nessa mistura: deixe-as mexer com as mãos, sentir a textura e perceber a diferença entre terra seca e úmida. Essa exploração sensorial é insubstituível na educação infantil.

Passo 3 – Montar as camadas e criar os túneis

Comece a preencher o recipiente com a mistura de terra e areia em camadas de aproximadamente 3 cm, compactando levemente cada uma. Após preencher cerca de dois terços do espaço, use palitos, canudos ou o próprio dedo para abrir túneis horizontais e verticais, reproduzindo a estrutura real de um formigueiro. Explique para as crianças as diferentes câmaras: a da rainha, o depósito de alimentos, os berçários de ovos e as saídas de ventilação.

Se houver formigas reais, introduza-as com cuidado após a montagem das camadas e observe como elas reagem ao novo ambiente. As crianças costumam ficar fascinadas ao ver os insetos explorando os túneis já criados ou abrindo novos percursos. Cubra o recipiente com a tela ou tampa perfurada e envolva com papel escuro para estimular a movimentação das formigas nas bordas transparentes.

Passo 4 – Decorar e identificar as partes do formigueiro

Com a estrutura pronta, é hora de transformá-la em um recurso visual rico. Crie etiquetas coloridas com os nomes das diferentes partes (câmara da rainha, depósito de alimentos, saída, túnel principal) e fixe-as ao redor do recipiente com setas apontando para as regiões correspondentes. As crianças mais velhas (4 a 5 anos) podem copiar os termos ou ditá-los para o professor registrar.

Incentive a turma a decorar a base com elementos naturais: pedrinhas, folhas secas, gravetos e sementes ao redor do recipiente enriquecem a apresentação visual e aproximam a representação da realidade. Fotografe o processo e o resultado final para compor um painel pedagógico ou portfólio da turma — esse registro é fundamental para documentar a aprendizagem e compartilhar com as famílias.

Como usar o formigueiro como recurso pedagógico em sala de aula

O formigueiro não deve ser tratado como uma atividade isolada. Seu maior potencial está em funcionar como objeto permanente de investigação, integrado à rotina da turma por dias ou semanas. Posicionado em um canto acessível da sala, ele se torna um convite diário à observação e ao questionamento espontâneo das crianças.

Atividades de observação e registro para crianças de 3 a 5 anos

A observação sistemática é uma habilidade científica que pode — e deve — ser cultivada desde a educação infantil. Com o formigueiro em sala, proponha momentos estruturados de observação diária, de 5 a 10 minutos, nos quais as crianças se aproximam do recipiente e descrevem o que veem. O professor pode orientar com perguntas como: “O que mudou desde ontem?”, “Para onde essa formiga está indo?”, “Quantas formigas vocês conseguem contar?”

Para o registro, adapte a ferramenta à faixa etária:

  • 3 anos: desenho livre do que observaram, com o professor escrevendo a legenda ditada pela criança
  • 4 anos: desenho com identificação das partes por meio de setas e etiquetas
  • 5 anos: diário de observação com data, desenho e registro escrito (ditado ao professor ou com escrita espontânea)

Esses registros acumulados ao longo do projeto formam um portfólio coletivo que evidencia a progressão do pensamento científico da turma e serve como instrumento de avaliação qualitativa para o professor.

Integração com BNCC: campos de experiência contemplados

O projeto do formigueiro ilustra bem como uma única proposta pode contemplar múltiplos campos de experiência da BNCC ao mesmo tempo:

  • Espaços, Tempos, Quantidades, Relações e Transformações: observação de seres vivos, fenômenos naturais, contagem de formigas, noção de tempo (mudanças ao longo dos dias)
  • Traços, Sons, Cores e Formas: representação do formigueiro por meio de desenho, pintura, modelagem e colagem
  • Escuta, Fala, Pensamento e Imaginação: rodas de conversa, narração de histórias sobre formigas, registro oral e escrito das observações
  • O Eu, o Outro e o Nós: reflexão sobre trabalho coletivo, cooperação e respeito às diferenças a partir da organização social das formigas
  • Corpo, Gestos e Movimentos: exploração sensorial dos materiais, movimentos de modelagem e manipulação da terra

Essa articulação curricular é exatamente o que caracteriza uma proposta pedagógica de qualidade: atividades que não se limitam a um único objetivo, mas que mobilizam o desenvolvimento integral da criança de forma simultânea e coerente.

Rodas de conversa e perguntas para estimular a curiosidade científica

As rodas de conversa são o espaço privilegiado para aprofundar o que foi observado e construir conhecimento de forma coletiva. Algumas perguntas potentes para conduzir esses momentos ao longo do projeto:

  • “Por que as formigas vivem juntas? Elas conseguiriam sobreviver sozinhas?”
  • “Quem manda no formigueiro? Como cada formiga sabe o que deve fazer?”
  • “O que as formigas comem? Como guardam o alimento?”
  • “Se você fosse uma formiga, qual seria o seu trabalho?”
  • “O que aconteceria com o formigueiro se todas as formigas fizessem a mesma coisa?”

Essas perguntas não têm resposta única — elas estimulam o raciocínio, a imaginação e a formulação de hipóteses. O professor deve acolher todas as contribuições, registrá-las e usá-las como ponto de partida para novas investigações. Esse movimento pedagógico fortalece a autonomia infantil, posicionando a criança como protagonista da construção do próprio conhecimento.

Projeto temático ‘O mundo das formigas’: como ampliar a atividade

O formigueiro pode ser o ponto de partida para um projeto temático mais abrangente, com duração de duas a quatro semanas, integrando diferentes linguagens e áreas do conhecimento. A ideia é criar um ambiente de imersão em que as formigas se tornam o fio condutor de experiências variadas, conectando ciências, artes, literatura, matemática e desenvolvimento socioemocional.

Livros infantis e músicas sobre formigas para complementar o projeto

A literatura infantil é uma das entradas mais ricas para qualquer projeto temático. Alguns títulos especialmente indicados para explorar o tema na educação infantil:

  • “A Formiga e a Neve” (Fábula de Esopo adaptada): aborda previsão, trabalho e cooperação
  • “Formigas” de Bia Villela: livro informativo e poético sobre a vida das formigas, com ilustrações detalhadas
  • “Uma Formiguinha Chamada Lila” (diversas edições): trabalha identidade, diferença e pertencimento a partir do universo das formigas
  • “O Grilo e a Formiga” (La Fontaine adaptado): abre espaço para discussões sobre responsabilidade e solidariedade

Para as músicas, a clássica “Marcha Soldado” e canções do folclore brasileiro que mencionam formigas são ótimas para atividades de movimento e ritmo. O professor pode ainda criar uma canção coletiva com a turma, usando os nomes das partes do formigueiro como letra — essa criação conjunta fortalece o vínculo do grupo e a memória afetiva do projeto.

Atividades de artes integradas ao tema formigueiro

As artes visuais oferecem múltiplas possibilidades para aprofundar o projeto:

  • Pintura coletiva: em papel kraft grande, as crianças pintam um formigueiro em corte transversal, mostrando câmaras e túneis internos
  • Colagem com materiais naturais: folhas, sementes, areia e gravetos são usados para criar formigas e paisagens em cartolina
  • Impressão com carimbos: formigas feitas de esponja ou batata servem como carimbo para criar colônias em papel
  • Escultura em argila: cada criança modela sua própria formiga tridimensional, identificando as três partes do corpo (cabeça, tórax e abdômen)
  • Mosaico coletivo: recortes de papel colorido são usados para compor um grande painel representando o formigueiro e o ambiente ao redor

Essas propostas não são meramente decorativas — cada uma exige que a criança retome e aplique o que aprendeu sobre a estrutura das formigas e do formigueiro, consolidando o conhecimento por meio da expressão criativa.

Como envolver as famílias no projeto do formigueiro

A participação das famílias potencializa qualquer projeto pedagógico. No caso do formigueiro, há formas simples e eficazes de incluir os responsáveis:

  • Enviar uma carta de apresentação explicando os objetivos pedagógicos e sugerindo que as famílias observem formigas com as crianças em casa
  • Propor uma atividade de extensão doméstica: pedir que pais e filhos fotografem formigas encontradas no ambiente doméstico e tragam as imagens para compartilhar na roda de conversa
  • Organizar uma exposição ao final do projeto, com os formigueiros montados, os registros das crianças e painéis explicativos para que as famílias visitem a sala
  • Compartilhar vídeos curtos do processo de montagem e das observações diárias pelo aplicativo de comunicação da escola

Esse envolvimento familiar estreita o vínculo entre escola e família, amplia o aprendizado para além dos muros da instituição e demonstra para as crianças que o que aprendem em sala tem valor e relevância no mundo real. Projetos que integram o desenvolvimento socioemocional à aprendizagem acadêmica e contam com a participação familiar produzem impacto significativamente maior no desenvolvimento integral das crianças.

Cuidados de segurança ao trabalhar com formigas reais na educação infantil

Trabalhar com formigas reais em sala de aula é possível e enriquecedor, mas exige planejamento cuidadoso e atenção redobrada à segurança das crianças. O primeiro passo é identificar a espécie disponível no ambiente escolar. Evite absolutamente formigas lava-pés (Solenopsis invicta), conhecidas pelas ferroadas dolorosas e pelo risco de reações alérgicas. Prefira formigas cortadeiras (Atta) ou formigas pretas comuns, que raramente mordem e são facilmente encontradas em jardins urbanos.

Antes de iniciar a atividade com formigas reais, verifique com as famílias se alguma criança da turma possui histórico de alergia a picadas de insetos. Em caso positivo, opte pela versão simulada para essa criança ou para toda a turma, dependendo da gravidade do quadro. A segurança é inegociável e deve ser comunicada às famílias com total transparência.

Durante o manuseio, estabeleça combinados claros com as crianças antes de começar:

  • Nunca abrir o recipiente sem a presença do professor
  • Observar sem inserir objetos no formigueiro
  • Lavar as mãos antes e depois de qualquer contato com a terra ou o recipiente
  • Não levar as mãos ao rosto durante a atividade
  • Avisar imediatamente o professor se uma formiga escapar do recipiente

O recipiente deve ser mantido em local elevado, fora do alcance das crianças nos momentos sem observação supervisionada. Ao encerrar o projeto, as formigas devem ser devolvidas ao ambiente de origem — preferencialmente no mesmo local onde foram coletadas — reforçando o respeito à vida e ao habitat natural dos animais. Esse gesto final é, em si, uma lição poderosa de identidade e autonomia na educação infantil, ensinando responsabilidade e cuidado com o outro.

FAQ: Posso usar formigas reais no formigueiro com crianças pequenas?

Sim, é possível usar formigas reais, desde que sejam adotadas as precauções de segurança adequadas. As espécies mais indicadas para uso em sala de aula são a formiga preta comum e a formiga cortadeira, que raramente mordem. É fundamental verificar se há crianças com alergias a picadas de insetos na turma antes de fazer essa escolha. Para turmas de 2 a 3 anos, a versão simulada com argila ou miniaturas costuma ser mais segura e igualmente rica do ponto de vista pedagógico.

FAQ: Qual a faixa etária ideal para fazer o formigueiro educativo?

O formigueiro educativo pode ser adaptado para crianças a partir dos 2 anos. Para bebês e crianças de 2 a 3 anos, a abordagem mais indicada é a modelagem em argila ou massa de modelar, com foco na exploração sensorial. Para crianças de 3 a 4 anos, o formigueiro com terra e pote de vidro (sem formigas reais) é uma ótima pedida. A partir dos 4 a 5 anos, já é possível trabalhar com formigas reais, observação sistemática e registros mais elaborados, incluindo a introdução de conceitos científicos básicos.

FAQ: Como fazer um formigueiro sem usar terra de verdade?

Existem várias alternativas à terra natural. A mais popular é o gel de sílica azul (encontrado em lojas de aquarismo), que permite visualizar os túneis com clareza e não oferece risco de fungos ou insetos indesejados. Outra possibilidade é usar areia colorida em camadas alternadas, criando um efeito visual atraente e facilitando a identificação das diferentes camadas do solo. A argila e a massa de modelar são ideais para a versão escultural, sem necessidade de formigas reais. Essas alternativas são especialmente úteis em ambientes sem acesso a áreas verdes.

FAQ: Quanto tempo leva para montar o formigueiro com a turma?

A montagem completa, incluindo a preparação dos materiais, a exploração sensorial, o preenchimento das camadas e a decoração com etiquetas, leva em média de 1h30 a 2 horas, podendo ser dividida em duas sessões de 45 a 60 minutos. A primeira é dedicada à exploração dos materiais, à roda de conversa inicial e à montagem do recipiente. A segunda contempla a finalização, a decoração e o registro. Essa divisão respeita o tempo de concentração das crianças e permite que cada etapa seja vivenciada com profundidade.

FAQ: O formigueiro pode ser feito em casa pelos pais com as crianças?

Sem dúvida. O formigueiro caseiro é uma excelente atividade para fortalecer o vínculo entre pais e filhos e estender o aprendizado iniciado na escola. A versão mais simples e segura para casa utiliza um pote de vidro com tampa perfurada, terra de jardim misturada com areia e, opcionalmente, formigas coletadas no quintal. Os pais devem acompanhar todo o processo, garantir que o recipiente esteja bem vedado e combinar com as crianças as regras de manuseio seguro. Fotografar as etapas e levar as imagens para a escola é uma forma de conectar a experiência doméstica ao projeto pedagógico da turma, enriquecendo as rodas de conversa e fortalecendo a parceria entre família e escola.

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