Não importa o quão seguro e amoroso seja o ambiente que proporcionamos à criança. Em algum momento, ela vivenciará situações dolorosas sobre as quais não temos controle. Para nós, adultos, é difícil vê-la passando por essas experiências. Muitas vezes, para tentar amenizar a dor, usamos expressões como “Calma!”, “Está tudo bem!”, “Já, já passa!”, “Não precisa chorar!”.

Conversar sobre os sentimentos e emoções com a criança é de extrema importância para o desenvolvimento da inteligência emocional.

Orientamos os pais a adotarem algumas medidas que podem ajudar.

● Procurar relacionar ação e sentimento. Exemplo: choro(de tristeza), mãos ou pés inquietos(de ansiedade), tom de voz elevado(de raiva), pulos(de alegria).

● Mostrar que entendem o que ela está passando.

● Dar toda atenção necessária naquele momento, encorajando-a a buscar soluções para resolver o problema.

● Estabelecer limites e regras claros e saudáveis. Com a participação da criança, elaborar regras de convivência que a façam sentir-se segura. Isso, certamente, também auxiliará os pais a agirem de forma adequada nos momentos de crise do pequeno.

É necessário entender que precisamos compreender os sentimentos da criança, e não deixar que ela os reprima. É fundamental ela expressar suas emoções. Assim, ajudamos a criança a compreender o seu mundo emocional, a lidar de forma adequada com os sentimentos e as frustrações, a comunicar-se com mais clareza, a ter uma autoestima maior e a desenvolver, também, a empatia.

Manuella Pinna

Coordenadora Pedagógica

Colégio Itatiaia - Unidade Bela Vista