Por Ana Maria de Jesus (publicado originalmente na revista beleza total)

Em certo momento você olha para os filhos e percebe que eles não são mais bebês. Eles cresceram! É natural que surjam dúvidas se já chegou a hora de passar algumas responsabilidades que, sem dúvida, irá refletir na formação da criança como cidadão e no seu convívio dentro da sociedade. Esse novo ciclo pode começar com a participação deles nas atividades domésticas de rotina da casa.

Para Carmem Adriana Carloto, diretora pedagógica do Colégio Itatiaia da unidade Moema, em São Paulo, não há uma idade determinada para o início da inclusão, pois dependerá de quais atividades domésticas a criança será encarregada. “A partir de dois anos de idade a criança já tem maturação neurológica para compreender comando de organização e cuidado, se estes comandos vierem acompanhados do bom exemplo, toda idade é válida”, explica.

Mas não esqueça, é preciso alguns cuidados para que não aconteçam exageros, pois as participações dos filhos serão diferentes e devem ser classificadas por idade. O primeiro passo é incentivá-los a cuidarem de suas coisas pessoais, como organizar os seus brinquedos, arrumar o quarto e separar a roupa suja. É muito importante que os pais estejam presentes e participativos nesse início, o que tornará o momento prazeroso para o filho. Elogie o resultado da tarefa e o senso de participação e cooperação entre a família. Após esse período aumente, aos poucos, as tarefas e inclua ações como ajudar a arrumar a mesa antes e depois das refeições e organizar a dispensa. “É preciso ficar atento e se preocupar com a segurança das crianças. A delegação de tarefas deve acontecer somente quando o ambiente for seguro”, alerta a pedagoga.

Ao contrário do que se possa pensar, as tarefas domésticas executadas pelos filhos não é exploração e nem pode ser encarada como castigo. Esse ato possibilita aos rebentos, em primeiro lugar, criar o senso de solidariedade, cooperação e responsabilidade. A participação estimula a autoestima e a autoconfiança, pois a criança se sentirá valorizada e importante através da realização de suas tarefas.

Carmem lembra que a família é o primeiro grupo social que a criança está imersa, então tudo o que aprender em casa será transferido para a sua vida social e os benefícios para si e para a sociedade são inúmeros.

Cuidados

De acordo com a ONG Criança Segura, 70% das hospitalizações infantis são causadas por acidentes dentro de casa. Por este motivo, é preciso ficar atento com as tarefas que serão passadas aos filhos. E lembre-se, fazer com que eles participem das atividades não podem transformá-los em empregados domésticos, pois a criança não pode ser considerada um adulto pequeno, ele está em fase de desenvolvimento.

 

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